terça-feira, 27 de outubro de 2009

A CARTA DE UM DROGADO

videoSeja esperto, só otario e fracassado vão nessa barca. DROGA TO FORA

domingo, 11 de outubro de 2009

JOGANDO NO MEIO DA RUA





Passando no jardim do Bosque na rua Guajuvira em Cachoeirinha relembrei do meu passado.
Quantos de nós nunca jogou bola, andou de bicicleta, pulou com pula-pula, andou com perna-de-pau e entre outras brincadeiras que, há tempos atrás, não havia perigo de serem praticadas no “meio da rua”. Pois é, os tempos mudaram, os anos passaram e estas brincadeiras se tornaram perigosas ao serem praticadas no “meio da rua”. Ora, anos atrás tinha tanto espaço que podíamos escolher a onde iríamos brincar independente do bairro em que vivíamos.
Em outros tempos também, havia muitas áreas livres para que pudéssemos dispor da prática de esportes e brincadeiras, mas hoje está tudo diferente, há poucos campos de futebol, áreas livres nos bairros, clubes de esportes e outros locais específicos para prática de esportes e brincadeiras que proporcionam segurança e estimulem nossos jovens à prática correta dos esportes, seja ele futebol, basquete, vôlei e outros.
Simples, até agora todos lembraram de sua infância e estão vendo como seus filhos e filhas agem, brincando inocentemente no “meio da rua”.
Alguém já parou para pensar se uma criança ou adolescente for atropelado no “meio da rua”, quem será o verdadeiro culpado? Será quem estava jogando bola ou o motorista do carro ou o motoqueiro ou poder público? Com certeza, será o coitado do condutor do veículo!
Vamos analisar um exemplo: Um grupo está jogando bola no “meio da rua”, com uma de suas traves colocada a 10 ou 15 metros da esquina, ocorre que, em determinado momento, um carro faz a curva, em velocidade normal da via (50 Km/h), e um jovem está correndo na contramão de direção para pegar a bola, indo de frente ao veículo, ocasionando seu atropelamento e, mais tarde, seu falecimento. Quem é o verdadeiro culpado? O jovem que jogava bola no “meio da rua” e corria na conta-mão de direção ou o motorista que trafegava com seu veículo na rua que, por sinal, é a via própria para veículos.
Sem sombra de dúvida que o motorista do veículo será responsabilizado e responderá por homicídio culposo.

Onde estamos? Brasil! Sim, eu sei e você sabe! Mas será que está correto?

No meu entender não, pois a rua não foi feita para prática de esportes e brincadeiras, a qual teria que ter lugar certo, como dito acima. Não obstante, a culpa é do jovem que faleceu.
Agora, figure o mesmo exemplo dado acima, mas desta vez o jovem é atropelado e morto por um veículo que está fugindo da polícia, no entanto, ele pára e a perseguição acaba. E vem a pergunta: quem é o culpado? De novo, o jovem, pois não deveria estar brincando na rua.
Troque, no primeiro exemplo, o carro por uma viatura da polícia, do resgate ou do bombeiro, que faz a curva em alta velocidade para atender uma ocorrência naquela rua e, por fim, acaba matando um jovem ou uma criança atropelada. Mais uma vez é culpa do jovem ou da criança, pois não deveria estar no “meio da rua” correndo atrás de bola. Ora, se o jovem ou a criança estivesse praticando tal esporte em local apropriado, mesmo seguindo algumas regras, ele seria atropelado? Não, só se por muita sorte e ironia do destino um avião caísse em sua cabeça!

Contudo, tenho certeza que esta situação tem como mudar e se a comunidade quiser basta lembrar do velho ditado (o povo não sabe a força que tem) e esta força vem da união de todos participando de atividade do seu bairro.
Que futuro terá nosso país com pais que não lutam pelos jovens e o governo que há anos vem dizendo que o futuro do país são os jovens.
Pense nisso e se organizem!